terça-feira, 5 de julho de 2016

Gratidão

Os últimos dias foram muito emocionantes. Mesmo! Quem me conhece sabe que eu vivo tudo a flor da pele e como esse carinho todo me emociona. Foram inúmeras demonstrações de afeto (públicas e privadas), muitas felicitações, votos de prosperidade, saúde e muitas outras coisas positivas. Foram surpresas, abraços, carinhos, beijos, olhares e diversos tipos de afagos literais e metafóricos. QUANTO AMOR! Quero agradecer imensamente por ser cercada de pessoas tão maravilhosas e por receber tanto amor. O mundo precisa de mais pessoas lindas como vocês, amigos!

Quero agradecer publicamente a todos que tiraram um minutinho para me enviar uma mensagem (e caraaaamba, só consegui terminar de responder tudo hoje!); a surpresa dos meus alunos do ensino médio do CST que inundou meu coração com tanto carinho; ao meu pai, meus irmãos e boadrasta pelo brunch de sábado, a todos que compareceram no sábado a noite e fizeram o restaurante tremer com tanta alegria; aos meus primos e amigos que me fizeram uma deliciosa surpresa no domingo a tarde/noite; a minha mãe que nem me pediu pra lavar a louça ou fazer qualquer outro tipo de serviço doméstico no domingo só porque era meu aniversário e ainda fez um almoço dos deuses (QUE MULHER); e ao meu namorado lindo que preencheu todos os momentos com muito carinho. Espero que saibam que amo todos vocês! E estou aqui para todos, sempre que precisarem.

Eu gosto de compartilhar o amor que eu sinto para contagiar a todos que me cercam. Hoje estou compartilhando a minha gratidão por ser tão abençoada. Por ter tantos amigos ao meu lado sempre. Por ter tantas pessoas com quem posso contar e a quem distribuir o meu amor. Vamos viralizar esse amor todo, fofoletes?! Convido cada um de vocês a fazer com que seus amigos se sintam tão amados como me senti nesses últimos dias. Vamos sempre dizer "EU TE AMO" para as pessoas que amamos. Vamos mostrar aos nossos amigos que eles não estão sozinhos nunca. Vamos mostrar que juntos somos mais e podemos vencer quaisquer adversidades da vida. Vamos viralizar o respeito, a harmonia, a esperança, a alegria! #vamosviralizaramor?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Fofoletes

Sexto período da faculdade, primeiro semestre de 2010. Aquele momento da vida em que você percebe que encontrou um propósito, que decidiu o que quer fazer da vida pelos próximos 30 anos, ou mais. As aulas de Psicologia da Educação me encantavam e iluminavam o caminho a ser percorrido. Em Tópicos de Educação Matemática foi quando tudo se encaixou e eu percebi que não era a única sonhadora que achava que poderia mudar o mundo através da educação.

Como se "mudar o mundo" fosse uma coisa fácil, né? Bateu aquela depressão quando calculei o percentual de pessoas que seriam contagiadas pelos meus ideais. Percebi que isso era muito diferente de "mudar o mundo". Mas um professor muito sábio me disse que o importante era contribuir de alguma forma, fazer a diferença. Que aqueles poucos alunos iam me levar no coração por muito tempo se eu fizesse a coisa certa. E já teria feito toda a diferença porque eles continuariam contagiando pessoas com o mesmo amor que eu ofereci outrora. De fato, era verdade.

Essa semana me despeço de muitos alunos. Alguns se formando, outros que vou acompanhar de perto mas que não terão aula comigo, outros que só vou poder acompanhar de longe, infelizmente... embora a saudade já esteja me apertando o coração, todas as mensagens que tenho recebido e todos os depoimentos que ouvi até agora me fizeram transbordar de felicidade e me fazem acreditar que estou fazendo a coisa certa! Alguns trechos pra você entender a minha emoção:
"Você me inspirou e quero ser professora também. Você é mais que nossa professora, é nossa amiga."
"Iremos sentir falta da melhor professora de matemática/trigonometria do mundo e daquelas aulas super legais e suas dinâmicas loucas!"
"Obrigada por tudo, principalmente por ter feito parte da minha história."
"Você é a melhor professora de matemática/trigonometria que já tive. Quero fazer o terceiro ano com você."
"Vamos sentir muita saudade, não só da professora Natasha, mas da amiga e companheira."
"Queria dividir novas experiências e conquistas com você!"
"Vou levar você pra toda a minha vida, todas as suas palavras, conselhos, piadas e conversas."
"Eu tenho certeza que o interesse que você despertou em mim vai ser uma marca muito grande..."
"Natasha, não sei como vai ser sem você."
"Você foi mais que uma professora pra todos nós. Foi uma mãezona, uma tia chata, mas o mais importante... você foi uma amiga."
"Com quem a gente vai zuar? Com quem a gente vai ficar irritado com aquele barulho de piloto batendo no quadro?"
"Você mudou meu Natal, cara! Agora sempre que rola aquela música de Natal em algum lugar eu lembro da tabela seno, cosseno e tangente." (kkkkkkkkkk)
"Você não sabe como a gente te ama, acho que ninguém pode explicar."
"Você foi a melhor professora de todas!!!"
"Eu nunca vou te esquecer."
"Eu te amo!"
...e taaaaaantas outras mensagens lindas!

Minha missão, amigos, não é ensinar matemática. Nunca foi, nem nunca será. A matemática é o meio que me utilizo para desenvolver dentro de cada sujeito um cidadão de personalidade, um ser pensante, crítico, reflexivo, motivado, encorajado, criativo. Que acredita no seu potencial e vai a luta, independente, corajoso, com garra e certeza de que vai dar o melhor de si. Serei o pai rigoroso e inflexível se necessário for. Mas sempre com o propósito de vê-lo crescer e brilhar mundo afora. Afinal, como ensinar alguém a andar de bicicleta: empurrando e segurando sempre o banco pra ele não perder o equilíbrio ou incentivando, motivando e cuidando dos machucados até ele conseguir pedalar sozinho, leve como uma pluma?

Sei que tenho pouca experiência e que ainda tenho muito a ser lapidado. Três anos de carreira não são nada perto de uma vida toda de experiências, é bem verdade. Se aprendi muito nesses três anos em sala de aula, principalmente neste último ano, imagino o quanto ainda tenho pra aprender daqui pra frente. E não vejo a hora!

Que meus alunos saibam que tudo que fiz e faço é porque os amo e almejo o melhor pra eles. E como todo amor, é inexplicável e imensurável. Vocês são como meus filhos e cada um vai ter sempre o seu espacinho especial marcado dentro do meu coração.
#titiaamavocês
#fofoletes
#natmeajuda
#natvaifazerfalta
#natashiane
#partiuTS
#tônoskypeseprecisaremdeajuda

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Eu-lírico amarrotado

Certa vez estava lendo o livro "Caminho, verdade e vida", psicografado por Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel e me deparei com uma frase muito interessante no final do texto 58 que dizia o seguinte: "(...) de nada vale ganhar o mundo que te não pertence e perderes a ti mesmo, indefinidamente, para a vida moral". Essa frase me fez refletir muito sobre diversas situações da minha vida, em especial, naquelas em que eu resolvi mudar características peculiares da minha personalidade para tentar agradar outrem. Digo "tentar" porque na maioria das vezes que desviei-me de mim mesma, além de continuar desagradando as pessoas ao meu redor, eu me tornei infeliz pelo simples fato de não gostar de ser outra pessoa além de minha essência. Minha essência: ser quem eu sou independente do que os outros acham, do jeito que eu gosto de ser, falando as bobagens que eu gosto de falar, tomando decisões para a minha vida de acordo com os meus valores e minhas crenças. Como já dizia o poeta, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".

Não adianta fazer escolhas de acordo com a opinião dos outros porque é você quem terá que conviver consigo mesmo, com seu eu-lírico. E, certamente, existem muitas pessoas no mundo que admiram a sua essência!

Peço que faça uma experiência, caro leitor: enumere quantas pessoas se importam com você, quantas pessoas sentem a sua falta perante sua ausência, quantas pessoas valorizam a sua essência e quantas pessoas estariam ao seu lado nos seus momentos de sucesso (sucesso sim, porque é muito mais fácil ser solidário e ajudar ao próximo do que aplaudir de pé as conquistas alheias que ofuscam nossas invejosas almas orgulhosas). Contou quantas pessoas são? Chame este número de X. Enumere, agora, quantas pessoas te criticam, quantas pessoas dizem que você precisa mudar e te induzem a seguir um caminho que muitas vezes você não concorda. Chame este número de Y. Agora compare seu X e seu Y.
Se o seu X for maior que o seu Y, veja como você é querido e saiba que você tem grandes amigos perto de você. Se o seu Y for maior, você provavelmente está cercado pelas pessoas erradas, que talvez não compreendam a beleza do seu eu-lírico.

É fundamental destacar que esta não é uma crítica a ninguém. É apenas uma reflexão pessoal que reflete todas as porradas que a vida me deu e me fez entender que, mais do que tudo, devo amar minha essência. Porque a única pessoa de quem não podemos nos afastar somos nós mesmos. 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Matemática por opção, professora por diversão

Iniciar um relato refutando uma crença já disseminada pode ser uma boa estratégia para desconstruir alguns conceitos enraizados nos leitores e aumentar as chances de aceitação da ideia central a ser exposta. Pois bem, dividamos este texto, então, em três etapas:

1. Desconstruindo. Não decidi ser professora de Matemática por amar Matemática. Quando optei por cursar Matemática, eu achei que poderia ser alguém notável como Pitágoras ou Euclides. Não sabia ao certo o que fazer e me aventurei a entender o mundo da "ciência das ciências". Ao longo dos dois primeiros anos da faculdade a ficha foi caindo: eu não amo a Matemática! À nível superior, muitas vezes a Matemática me traiu e me decepcionou. Diversas outras vezes decepcionei a mim mesma tentando agradar à Matemática. O que me fez continuar neste caminho? Vivi uma descoberta espetacular: eu gosto de dar aulas. Hoje eu entendo que somos grandes amigas e que não poderia mais viver sem ela. Não apenas porque ela platonicamente me encanta, mas principalmente porque ela me leva à escola, à sala de aula e, especialmente, aos meus alunos.

2. Referenciando. Quando eu era adolescente, costumava brigar muito com a minha mãe. Simplesmente porque ela era chata e implicava comigo. Eu queria ir pra festa e chegar em casa de madrugada, ela não deixava; queria conhecer pessoalmente pessoas que encontrava na internet, ela implicava; queria comer no McDonalds umas três vezes por semana, ela proibia. Eu não aguentava ela mandando na minha vida o tempo todo! Que droga! Eu já era bem grandinha pra tomar as minhas decisões sozinhas, né? Não. Dez anos depois, eu entendi que não. Entendi que eu era a chata e que ela me ama mais que tudo no mundo. Que todos os "não"s que ela me disse até podiam ser dolorosos ao me ver triste em resposta, mas era a escolha certa pra me proteger e pra me poupar de maiores sofrimentos futuros. Hoje eu sei que ela seria capaz de tudo por mim. Me defende como uma leoa preserva seus filhotes. Me encoraja e me dá suporte quando preciso. Me consola quando o mundo me magoa. Me dá colo, estimula mas também me corrige quando cometo erros. Enfim, me educa.

3. Construindo. Meus alunos. Meus amores! Cada qual com sua peculiaridade e extravagância. Meus pestinhas que vivem aprontando e fazendo palhaçada nos momentos menos oportunos. Vocês não fazem ideia do imenso carinho que guardo por vocês. Os meus dias não teriam a mesma graça sem vocês. Sei que muitas vezes a figura do professor não representa mais do que um cara chato que fica falando de trigonometria ou geometria analítica umas 2h por semana, evitando que você possa dormir um pouquinho mais. O meu objetivo aqui é dizer pra vocês que, apesar de também adorar acordar às 12h, eu acordo feliz às 6h30 quase todas as manhãs porque sei que em alguns minutos vou estar com vocês. E me divertir com vocês. É claro que tem suas exceções, mas em sua maioria os meus alunos são incríveis!

Mais do que nunca, tenho a certeza de que nasci pra ser professora. O professor é um camarada carente, não é mesmo? Mesmo tendo diversos amigos pela vida, ele vai pra sala de aula conhecer e se relacionar com mais umas 200 pessoas por ano - no mínimo - e vai acumulando essas preciosidades por uns 20 anos, se não 25 ou até mais. Fico imaginando quantos fofoletes ainda terei o prazer de encontrar e me divertir por tantos anos. Mal posso esperar :)

Mas nem tudo são flores, amigo. Muitas vezes nos decepcionamos e nos magoamos também. É deveras complicado. Contudo, o que mais me corta o coração é ver um aluno triste, desmotivado, magoado ou desencorajado. E é aí que entra o referencial apresentado acima. Tenho vontade de pegar os meus fofoletes no colo e dar carinho pra eles. Ainda que não faça tanta diferença, é importante que vocês saibam que o meu objetivo não é ensinar Matemática, mas sim ser espectadora e colaboradora das vitórias individuais de vocês. E, para tal, eu vou lutar por cada um. Seja para defendê-los como uma leoa ou para ajudá-los a serem seres humanos melhores. Não melhores do que ninguém, mas o melhor que cada um de vocês pode ser. Quero que saibam que eu acredito inteiramente na capacidade de TODOS vocês e que eu estou disponível para otimizar suas probabilidades de sucesso sempre que precisarem, com todo o amor possível e imaginável.

Talvez o título mais adequado pra esse texto fosse "Matemática por opção, professora pelo coração".

domingo, 2 de novembro de 2014

No meio do caminho tinha uma pedra

Sempre me utilizei deste verso de Andrade para entender o uso das preposições na diferenciação entre objetos diretos e indiretos nas aulas de português. Até hoje, quando me perguntam qual a diferença sintática entre os complementos verbais, explico que o indireto é quando tem a pedra no meio do caminho e o direto, não.
Interessante a função das preposições, não é mesmo? Se utilizadas de maneira incorreta, alteram completamente o sentido da sentença. Por exemplo, quando digo que cursei licenciatura em Matemática, muitas pessoas me dizem "poxa, que legal! Então você é professora DE Matemática?". Respondo, bem orientada que fui: "não, amigo, sou professora PELA Matemática.". Meu objetivo não é ensinar a isolar o x (coitado!), mas discutir como fazemos pra descobrir quantos quilômetros faltam até Maceió dado que saí de Niterói e já andamos 1500 quilômetros de ontem pra hoje. Ou ainda, se mantivermos esta velocidade média de 70km/h, em quanto tempo vamos chegar até a longínqua fronteira Bahia-Sergipe.
A estrada é longa mas o objetivo justifica os meios, neste caso. De que adianta percorrer um caminho sem apreciar a vista? Pode ser mais rápido, é bem verdade. Contudo, para conhecer um lugar, aprecie com tempo, conheça sua história. Pergunte como foi construído, porquê determinadas decisões foram tomadas. Questione.
Minha função na sociedade é tentar responder a estas perguntas e mostrar-lhes que juntos podemos conhecer e construir muitas novas cidades. E como é gostoso viajar, não é mesmo?!
Vamos viajar juntos, amigos? :)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Dan - Parte II

Acabo de ler um livro romântico no qual a donzela perde o amor de sua vida por algumas páginas antes que ele possa reencarnar para fazê-la feliz novamente. Mais do que fazê-la feliz, ele retorna no corpo de outro homem para dar-lhe sentido à vida novamente. A mulher sentira-se vazia e estilhaçada sem o seu amado, o que entendo como ato de extrema bravura, dado que creio não conseguir existir sem a minha alma correspondente.
Sempre fui sentimental, e mesmo sabendo que um livro romântico jamais me decepcionaria em seu desfecho, senti um frenesí agonizante até terminar de ler. Um choro incrédulo e a dificuldade de lidar com tamanha perda precipitaram sentimentos de horror e pânico ao sequer cogitar a possibilidade de sentir parte desta dor.
Foram longos anos até o destino me convencer de que o amor que sempre sonhei existe. E está acontecendo bem aqui, dentro de mim. A cada novo momento ao seu lado, ele me desperta mais desejo, paixão e mais intensidade é creditada às minhas emoções. E mais fortes são os laços do nosso amor, a cada dia.
Em meus estudos religiosos, discutimos o entendimento de que a vida é infinita e que qualquer sofrimento na terra é temporário, visto que nosso espírito jazerá pela eternidade. Portanto, não devemos nos preocupar com alguns poucos anos de solidão. Ora, se o nosso espírito é eterno, nosso amor também haverá de ser, pois não restam dúvidas que somos almas gêmeas. Uma vez conectadas, estas almas estão destinadas a viver juntas pela eternidade.
Ao aceitar este fato, meu coração palpita de contentamento, uma onda de alívio percorre o meu corpo e minhas mãos me permitem enxugar o meu rosto pálido. Ele nunca vai me abandonar e agora não tenho mesmo dúvidas disso.
Como o moço disse à donzela no livro, "Pela eternidade, Christine. Te esperarei pela eternidade.". Não posso te prometer menos que isso, meu amor. Sou sua para todo o sempre.

sexta-feira, 14 de março de 2014

#100HappyDays

Há alguns dias, encontrei um desafio na internet denominado "100 Happy Days" (100 dias felizes, em português). A proposta é que você poste uma foto por dia de momentos felizes que te fizeram bem. No começo achei bastante simples e resolvi aderir. Pensei: mesmo que tenhamos problemas em nosso dia-a-dia é impossível que não tenha nem um momento legal pra nos distrair. Hoje consegui confirmar minha tese.
Desde a hora que acordei, diversos problemas surgiram. Problemas pessoais, desses que a gente nem tenta explicar pra ninguém porque só quem tá sentindo sabe. Nestes dias procuro tomar aquele banho gostoso de manhã, lavar o cabelo e penteá-lo até ficar bem bonito e, ainda, escolho a roupa mais bonita que achar no guarda-roupas. Tudo pra tentar me sentir mais bonita e melhorar meu astral.
Depois de resolver parcialmente meus problemas, fui trabalhar pra tentar espairecer. Quem me conhece sabe como trabalhar me faz bem. E fez, parcialmente. Nesses dias tudo que é bom é parcial. Nada é pleno e, tão pouco belo. Nossa tolerância diminui e novos problemas que pareceriam simples de resolver n'outros dias, parecem icebergs nestes. Sabe, icebergs? Aquelas pequenas geleiras flutuantes que parecem pequenas se vistas de longe, mas que abrem grandes feridas lá no fundo... é assim quando qualquer coisinha dá errado num dia como este. Me sinto culpada, me sinto incompetente, me sinto fraca, sem energia. E tudo vem à tona. Todos os detalhes babacas que deram errado nas últimas semanas se acumulam na minha mente e me fazem sentir chata, feia, gorda, incapaz, burra, arrogante, intolerante... enfim, péssima. Fundo do poço.
Resultado: eu choro. É o que sempre faço quando não sei o que fazer.
E são nessas horas, de aflição e profunda agonia, que moram os meus momentos felizes. É em momentos como estes que aquelas criaturas mágicas que estão espalhadas por toda nossa trajetória aparecem pra nos dar um abraço ou pra nos mandar uma simples mensagem de incentivo. E aqueles cinco segundos mudam tudo. Você se vê como importante pra alguém, como alguém especial. Não há nada que me estimule mais nessa vida do que um amigo.
Por isso, agradeço por todos os amigos que apareceram em minha vida e sempre contribuem para os meus momentos felizes quando estou no fundo do poço. Eles estão espalhados por aí, em diversos lugares frequentados por mim. E tenho certeza que se reconhecem como tais. Obrigada pela paciência. Amo vocês, amigos!
Apesar de todos os percalços, desisti do tal desafio. Não acho justo permanecer num desafio de dias felizes, tendo dias tão tristes no meio. E assumo a derrota com bastante tranquilidade. Afinal, dias tristes são maravilhosos. São eles que nos fazem dar valor às coisas magníficas que temos ao nosso redor e nunca paramos pra agradecer. Hoje agradeço pela oportunidade que venho tendo há 24 anos de enxergar o mundo com uma nova perspectiva a cada dia. Agradeço pelo aprendizado e pelas pessoas incríveis que me cercam. Agradeço pela oportunidade de viver e refletir sobre experiências novas todos os dias. Agradeço por poder contemplar o mundo.