sexta-feira, 14 de março de 2014

#100HappyDays

Há alguns dias, encontrei um desafio na internet denominado "100 Happy Days" (100 dias felizes, em português). A proposta é que você poste uma foto por dia de momentos felizes que te fizeram bem. No começo achei bastante simples e resolvi aderir. Pensei: mesmo que tenhamos problemas em nosso dia-a-dia é impossível que não tenha nem um momento legal pra nos distrair. Hoje consegui confirmar minha tese.
Desde a hora que acordei, diversos problemas surgiram. Problemas pessoais, desses que a gente nem tenta explicar pra ninguém porque só quem tá sentindo sabe. Nestes dias procuro tomar aquele banho gostoso de manhã, lavar o cabelo e penteá-lo até ficar bem bonito e, ainda, escolho a roupa mais bonita que achar no guarda-roupas. Tudo pra tentar me sentir mais bonita e melhorar meu astral.
Depois de resolver parcialmente meus problemas, fui trabalhar pra tentar espairecer. Quem me conhece sabe como trabalhar me faz bem. E fez, parcialmente. Nesses dias tudo que é bom é parcial. Nada é pleno e, tão pouco belo. Nossa tolerância diminui e novos problemas que pareceriam simples de resolver n'outros dias, parecem icebergs nestes. Sabe, icebergs? Aquelas pequenas geleiras flutuantes que parecem pequenas se vistas de longe, mas que abrem grandes feridas lá no fundo... é assim quando qualquer coisinha dá errado num dia como este. Me sinto culpada, me sinto incompetente, me sinto fraca, sem energia. E tudo vem à tona. Todos os detalhes babacas que deram errado nas últimas semanas se acumulam na minha mente e me fazem sentir chata, feia, gorda, incapaz, burra, arrogante, intolerante... enfim, péssima. Fundo do poço.
Resultado: eu choro. É o que sempre faço quando não sei o que fazer.
E são nessas horas, de aflição e profunda agonia, que moram os meus momentos felizes. É em momentos como estes que aquelas criaturas mágicas que estão espalhadas por toda nossa trajetória aparecem pra nos dar um abraço ou pra nos mandar uma simples mensagem de incentivo. E aqueles cinco segundos mudam tudo. Você se vê como importante pra alguém, como alguém especial. Não há nada que me estimule mais nessa vida do que um amigo.
Por isso, agradeço por todos os amigos que apareceram em minha vida e sempre contribuem para os meus momentos felizes quando estou no fundo do poço. Eles estão espalhados por aí, em diversos lugares frequentados por mim. E tenho certeza que se reconhecem como tais. Obrigada pela paciência. Amo vocês, amigos!
Apesar de todos os percalços, desisti do tal desafio. Não acho justo permanecer num desafio de dias felizes, tendo dias tão tristes no meio. E assumo a derrota com bastante tranquilidade. Afinal, dias tristes são maravilhosos. São eles que nos fazem dar valor às coisas magníficas que temos ao nosso redor e nunca paramos pra agradecer. Hoje agradeço pela oportunidade que venho tendo há 24 anos de enxergar o mundo com uma nova perspectiva a cada dia. Agradeço pelo aprendizado e pelas pessoas incríveis que me cercam. Agradeço pela oportunidade de viver e refletir sobre experiências novas todos os dias. Agradeço por poder contemplar o mundo.

domingo, 9 de março de 2014

Dan - Parte I

Acordei e meio bêbada de sono fui à cozinha beber um pouco d'água. Minha mãe já tinha levantado antes e colocado sobre a mesa da sala as rosas que me deste ontem. Virei menininha novamente e sorri. Sorri porque me lembrei que você me ama. Sorri por saber que tenho ao meu lado um homem maravilhosamente bom, inteligente, divertido, gentil e, acreditem, que é louco por mim.
Fiquei parada ali na mesa, pensando por alguns minutos... pensando como não me cai bem a máscara de mulher macho quando estou com você. Como não consigo, por mais de dez segundos, bancar a durona com você. Como não conseguimos passar nem meia hora chateados um com o outro.
E concluí: estou exposta mais uma vez. Totalmente vulnerável e sensível, mais uma vez. Em quatro meses, você me enfeitiçou e eu te mostrei meus mais profundos sentimentos, defeitos e anseios. E ainda assim, me sinto segura, não tenho medo. Porque confio em você. Confio em nós!

Te amo, Dan.