quarta-feira, 6 de junho de 2012

Theusudo

Vou te falar uma parada com a mão na boca, amigo: sabe quando você conhece alguém e se apaixona? Não uma paixão carnal homem x mulher, mas um sentimento de afeto e de necessidade de manter contato com essa pessoa sempre. Então, com ele foi assim, me encantei.
Me encantei por seu carisma, pelas piadas bobas (ai, eu adoro uma piada idiota, gente!), pelo carinho que ele tem com seus semelhantes (automaticamente por ele denominados "bitas").
Engraçado, a maioria dos trocadilhos que o traz a memória não são de sua autoria. Ele tem o incrível poder de transformar uma simples frase de um amigo na grande sensação do momento; de tanto repetir e fazer graça, vira bordão da galera da faculdade e de Cabrito.
É claro que ele também criou vários bordões por conta própria porque, gente, quanta criatividade! É uma gracinha atrás da outra e, mesmo quando estou irritada com ele, não consigo segurar a risada! "Ué, gente! A gente tá brincando disso agora?"; "Cê sabe que ele passou no vestibular, né?"; "Olha, mas se cair de quatro não levanta!"; "Cê sabe que não necessariamente, né?"
Sua irreverência é surreal! Você pode estar no dia mais triste e depressivo do ano que ele vai dar um jeito de ajudar. Ele tem um jeitinho pra tudo nessa vida; soluções simples e inteligentes que te fazem pensar "Ow, merda! Como eu não pensei nisso antes?". Primeiro, ele fica tentando descobrir o que está acontecendo (e sai de baixo, porque ele se torna a criatura mais chata e teimosa do planeta quando cisma de descobrir alguma coisa). Depois, quando você percebe, está rindo feito criança e já não se lembra mais porquê estava tão chateado.
Ele é aquele cara que fica acordado até tarde e te chama na internet pra mostrar vídeos engraçados e inúteis. Quanta energia! No dia seguinte tá lá, com a corda toda! Chega na faculdade com aquela cara sonsa de sono, mas não perde a chance de te zombar se cometeres o mais fino deslize.
É inteligente e muito esforçado. Quem dera eu tirasse um 10 tão redondo em Fundamentos de Geometria e passasse nas Análises com metade da elegância dele. Também pudera, tamanha é a responsabilidade, compromisso e cuidado que ele deposita nos projetos que se envolve.
Um ser humano fantástico, né? Eu sei! De tão complexo, demorei meses pra conseguir escrever esse texto porque sentia que nada que eu escrevia estava a altura dele. E acho que só agora eu consegui descrever bem algumas de suas diversas qualidades.
Bom, eu não poderia me encerrar de modo diferente: nééééém, assim, eu espero que você tenha uma noite muito abençoada, repleta de aventura e de magia e da energia do alinhamento de Vênus com o Sol. Que você possa estar refletindo de maneira sábia, nessa caminhada interestadual que está por vir, sobre a sua vida e como a sua luz interior vem crescendo e ganhando força como uma bela assíntota. Uma beijoca. Eu te amo!

domingo, 13 de maio de 2012

Mommy

Relações simbióticas nunca são fáceis. Toda aquela dependência gera uma insegurança de viver não apenas no mundo, mas pro mundo, interagindo com outras criaturas, sem as asas protetoras do seu alguém especial por perto, pra te socorrer quando qualquer coisa estiver na inércia de acontecer.
Sempre mantive uma relação simbiótica com a minha mãe. Desde 03 de julho de 1989 (ou até antes, outubro do ano anterior), ela me alimentava, conversava comigo, me educava, fazia carinho e dedicava boa parte da sua vida à minha existência. E não mudou muito daquela época pra cá. Ela se dedica imensamente a mim e demonstra certa melancolia quando diz repetidamente que "relação entre pais e filhos nunca é justa, equilibrada". Mas afinal, será que é verdade que criamos filhos pro mundo?
Eu acho que não. Criamos filhos pra viver no mundo, pra serem criaturas independentes, pra se fazerem felizes criando relações com outras criaturas e buscando seu lugar em algum espaço finito. Criamos filhos pra termos orgulho das suas conquistas e sabermos que, sem nós, eles jamais chegariam lá. Mas os filhos continuam nossos e continuarão ao nosso lado pra sempre.
Há pouco, eu consegui começar a dissolver essa simbiose, porque quando algo não se faz mais necessário, deixa de ser saudável, para ambas as partes. Enfim, fui encontrar meu espaço finito, me relacionar com tais criaturas, ser reconhecida  pelas minhas capacidades e conquistas. A quebra de uma relação compacta (fechada e limitada) não significa a quebra da relação, de fato; apenas deixa de ser fechada e limitada àquelas duas pessoas. Se transforma numa relação de compartilhamento; vamos compartilhar nosso espelho simbiótico com o mundo, mantendo o mesmo amor, amizade e companheirismo que havia antes. E mesmo nessa nova conjectura, a relação entre pais e filhos é injusta.
Pois bem, minha mãe: meu exemplo de mulher.
Sim, brigamos muito, e feio. É briga de cachorro grande, pra Mike Tyson nenhum colocar defeito. Discutimos, nos aborrecemos, nos ignoramos por algumas horas e nos perdoamos. Nos perdoamos sempre, mesmo que seja difícil, porque o amor incondicional tem dessas coisas. E não existe amor maior que entre pais e filhos. Amor esse, que me torna totalmente vulnerável ao pensar que qualquer coisa de ruim poderia acontecer a ela a qualquer instante, porque a simbiose nunca é totalmente dissolvida, como um conjunto de Cantor.
Minha melhor amiga, me conhece mais do que eu mesma. Também, pudera, com toda aquela psicologia impregnada! Ela conhece os meus ímpetos e segredos mais íntimos e sabe como curar qualquer erro no meu disco rígido. Ela me ensinou a ser forte, a lutar pelo que eu quero, a brigar por causas nobres e a amar. Ela me ensinou a ser. E eu gostaria ser muito mais pra ela e por ela, minha maior professora.

Mãe, essa é a minha homenagem a você.
Feliz dia das mães!

domingo, 18 de março de 2012

#dxdy

Era um dia de verão ensolarado. Um pouco depois da hora do almoço, resolvi jogar um  Gunbound só pra alimentar o vício. Tinha uns 15 anos quando entrei nessa vida e trago apenas uma coisa realmente importante daquelas horas que passava atirando, calculando ângulos e intensidade, de acordo com o vento: duas grandes amizades. Grandes não, enormes. Porém, utópicas, eu diria.
Afinal, é possível manter uma amizade verdadeira a 1250km de distância? Não me demoro em responder que é sim. Apesar de todo o mistério, saudade, curiosidade e desejos, mantenho duas. E são intensas e saborosas. São amigos que me acompanham por longos sete anos, me divertindo e aborrecendo. Crescemos juntos, amaduremos juntos. Deixamos de ser adolescentes e entramos na faculdade, assumindo inúmeras responsabilidades.

Um, com todo seu carisma e sedução, é o grande galã Moreno Mel da Bahia. Tem um senso de humor fascinante, um sotaque arretado e um sorriso cativante. Tranquilo e malandro, só fica chateado quando o Vasco perde (que acontece em todo jogo de final, pra sua tristeza). Foram tantos os momentos que conversamos, sobre tantas coisas diferentes... haja tim-pra-tim!

O outro, nem sei por onde começar... é um trollzinho encantador!
Tem olhos vivos e uma boca carnuda maravilhosa. É o Dhy Delícia da Bahia. Quase não nos falamos pelo telefone, mas compensamos com algumas noites de webcan. Exceto quando ele fica entediado e decide me trocar pelo DOTA maldito ou qualquer joguinho de RPG.

Quando juntamos os três, é risada, na certa. Talvez pra eles não signifique tanto quanto pra mim, que sou a mulherzinha do trio. Mas eu sei o quanto eles gostam de mim e sonho com o dia em que poderemos nos encontrar. Sonho dormindo, sonho acordada... faço planos, traço rotas pra apresentar meu estado pra eles, nos imagino indo dormir e ficando acordados até o dia seguinte, crio várias expectativas e tenho certeza de que será incrível!

"Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro."

(Albert Einsten)

Eu amo vocês, meninos!